domingo, 26 de dezembro de 2010

E é já amanhã que vou em mais uma aventura, em mais uma viagem, para mais uma cidade nova e desconhecida (praticamente...).



Barcelona - aqui vou eu!

sábado, 25 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fim

Vem uma e esperas que caíam outras. Mas é só esta.
Tens saudades, sim, e muitas. De te sentires assim: com tempo para viver, para dormir, ler, estudar, ir ao cinema, sair, estar com os amigos sem timing contado. Mas é assim a vida.
Uns correm o mundo, outros ficam parados. Sempre te sentiste assim, entre dois mundos, e pensas só ter uma grande barreira para partir. Será que não és tu que a constróis pelo medo de deixar tudo para trás? Uma coisa é ir com tempo contado, outra é ir com tempo incerto, talvez para sempre.
Foi assim que saíste da minha vida, para sempre, sem dias contados, porque os dias que te levam não se contam por uma mão, nem com a soma de todos os nossos dedos.
Podem dizer "és especial", "és querida", "és boa pessoa", mas nenhuma dessas palavras toca como se fosses tu que as dissesses. Pois é, e quando se pensa que tá esquecido ou pelo menos arrumado, a pedra do sapato salta do sítio e volta a aleijar. Talvez porque toca numa pequena ferida que está alí. É a concretização de um sonho que era meu, talvez fosse teu, mas o realizador és tu. E só tu.
Ela diz "É como se fosse uma droga", e sim, é isso que é nestes momentos diferentes, como se fosse a ressaca por um último cigarro, uma única bebida, um último beijo, um final, com aquela palavra escrita, em letra bem grande.

P.S. Mais um guarda-chuva, desta vez, sem mensagem.        
                                                                                                                                             

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

video
                                                                                                                                       
                                                                                              We'd be Perfect?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu queria.

                                                                                                                                               Mas não sei.

p.s. acho desnecessária uma notícia inteira a falar de açucar.

sábado, 11 de dezembro de 2010

"- Que sabes tu deste caso? - perguntou o Rei a Alice.
- Nada - respondeu Alice.
- Nada de nada? - insistiu o Rei.
- Nada de nada - disse Alice.
- Isso é muito importante - disse o Rei, virando-se para os membros do júri. Os jurados tinham começado a escrever tais palavras nas suas lousas quando o Coelho Branco interrompeu: - Claro que Vossa Majestade queria dizer desimportante - disse ele num tom muito respeitoso, embora franzindo o sobrolho e fazendo caretas para o Rei enquanto falava.
- Desimportante, claro, era isso que eu queria dizer - corroborou apressadamente o Rei, após o que continuou a dizer para si mesmo em voz baixa: «importante...desimportante...desimportante...importante...», como se estivesse a ver qual a palavra que soava melhor."

in Aventuras de Alice no País das Maravilhas, capítulo 12

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Palavras da vida

Foi rumo a casa. Chegou, e para entrar no seu quarto quase precisava do pará-quedas que a mãe tantas vezes lhe referia em tom de brincadeira. Olhou para o armário cheio de frases que gosta e com as quais se identifica, para as fotos com os amigos e família mais chegada, para os objectos de vários lados do mundo e para todas as recordações que a fazem sentir viva e amada. Sente-se aliviada e ainda tem o cheiro a praia, que sabe sempre tão bem. Tantas vezes pensa que o sítio mais confortavél do mundo é aquele buraco onde já passou dias a fio, arrumando aqui, deitando fora dalí, com esta amiga, com aquele amigo, com este familiar, é um quarto com vida e que a faz sentir realmente em casa. Quando está longe é deste canto que mais sente falta, não muito quente, não muito frio, com as cores certas, as recordações no sítio. Há uma que ousa não o estar, e porquê? Ainda não descobriu o destino dela, continua alí, na corda bamba, talvez para um dia se partir ou perder entre os outros objectos esquecidos no tempo.
Liga o computador e lê uma notícia sobre redes sociais que uma amiga lhe mandou. Essa notícia diz basicamente que as redes socias do tipo facebook só fazem com que relações passadas sejam mais difíceis de esqueçer. Não é nada que não saíba, mas realmente pensa no quanto isso pode ser verdade e no quanto isso se aplica na vida dela. "Se não houvesse essa janela estreita para o mundo que me liga ao passado.", pensa ela. Mas porquê não se desliga ela dela? Porquê não evita aquele botão? Decide ligar o som no máximo e ir para a banheira, com aquela intensidade da água do chuveiro na cabeça. Está confusa, e quanto o está.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu sou estranha.
Tu és estranho/a.
Ele/a é estranho/a.
Nós somos estranhos.
Vós sois estranhos.
Eles/as são estranhos/as.