segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Medo

é uma sensação que me custa definir. para mim, existem pelo menos dois tipos de medo.
aquele do momento em que levamos um susto, o coração parece deixar de bater, deixamos de respirar e depois, ufa, já passou . esse ocorre, por exemplo, quando vemos um animal que sentimos superior a nós e que nos faz ficar estabilizados, até passar e não nos ligar nenhuma, ai percebemos o quão pouco importante somos e o quanto o julgamos ser.
tem outro tipo de medo, que chega, e não se deixa definir, se instala aos poucos e me deixa ansiosa, e depois percebo "isto é medo". este, é o que mais me assusta, porque permanece mais tempo e me deixa com aquela sensação de sufoco de não querer estar em lado nenhum, de não ter vontade de falar com ninguém, de não querer pensar na fonte desse medo, porque doí muito, porque custa muito, porque não depende de mim.
a forma de controlar o primeiro medo é pensar no quão estúpido é esse sentimento de inferioridade face a outro ser ou a uma situação, e nesse caso, a tranquilidade pode ser atingida com o tempo. a maneira de controlar o segundo é para mim mais remota, mais inalcançavél, e por enquanto, continua a ser difícil de alcançar.
acrescento ainda, que, para mim, o medo é das sensações mais espinhosa de transpor, porque, em quase todas as situações, ainda me paralisa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Boom

É um lugar mágico em que nos sentimos todos parte do mesmo, numa harmonia constante, que nos dias de hoje raramente parece existir. Reúne muitas nacionalidades alí, naqueles largos km que nos fazem transpirar, desesperar e pensar em nunca mais voltar. Mas vale a pena, pelo lugar, pelo que sentimos, pelas pessoas e por todos os momentos que nos fazem acreditar que estamos no paraíso. É uma utopia, mesmo.

Apesar de ter sido muito bom assim, tenho pena de não estares lá, sei que ias gostar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ready, Set, ...

"Life is too precious to be squandered in a disenchanted world."


                                                                             Mia Couto

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Saudades de Si.

Tenho saudade:
de acumular uma semana numa caixinha, chegar e despejar.
de sentir que tenho um lugar seguro, mesmo que apenas a cada sete dias.
que posso confiar tudo, porque não pode contar, porque não conhece ninguém de quem lhe falo.
de olhar para aqueles pedaços de papel que ficam entre nós, e saber, que se algum dia quiser, posso chorar.
de mirar através daquela janela, ver aquela árvore que por vezes abana com o vento, e sentir uma calma enorme ali.
de não me censurar, dizer que está certo ou errado e apenas me fazer pensar.
hoje apenas iria sentar, contar as minhas histórias e dizer "mas no fim disto tudo estou bem."