quinta-feira, 18 de novembro de 2010


E ela finalmente percebeu que precisava de ficar sozinha. Não por um dia ou dois, não por umas horas, mas sim, até se encontrar e aprender a gostar de si, a ter respeito por si própria e a encontrar alguém que mereça que seja diferente disso. Porque, muitas pessoas passaram, muitos caminhos foram percorridos, mas a única que ficou está ausente, pois não a quer, ou sabe-se lá porquê. Foi útil aquele momento, aquele choque de realidade, que alguém pouco importante na sua vida, sem querer, lhe soube dar. Pode não ter sido importante por mais nada, mas aquele fim de tarde de sábado fê-la ver um espelho do que os outros viam em si. Conteve-se e passado horas afogou-se em lágrimas e não em alcool. Falou, gritou e deixou a voz sair. Aquela que tentava calar à muito, já lá vão uns anos. Anos esses de loucuras, de paixões, de amores, de tudo. Chorou as lágrimas de um amor não correspondido, de uma família que poucas vezes entende, do trabalho que tem de se fazer para viver. Por fim, percebeu que chegou a hora de crescer, de mudar, de não pensar tanto no amanhã e viver cada dia. Já o vinha a fazer à algum tempo, é verdade, mas ainda tinha um grande ponto fraco: punha as culpas nos outros e não nela. Afinal de contas ela pode escolher com quem se mete, nunca foi violada ou obrigada a fazer nada, nunca foi para onde não queria, nunca tirou um curso porque lhe foi imposto, nunca votou num partido por obrigação, nunca lhe foi exigido ir por este ou aquele caminho, no fim de contas.  Agora, ela não é outra pessoa, é ela mesma que está ali, apenas disposta a correr outros caminhos, pois, nós podemos mudar muita coisa, podemos até, romper com o passado. Mas, ele nunca rompe connosco. E essa foi uma verdade que lhe foi dita, nada que não soubesse talvez, apenas não se lembrava. Agora, ela decidiu que não quer quer lhe digam mais "Essa conversa outra vez? Já ouço isso à anos e sabes que mais? Continuas igual!".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hoje não é um bom dia. Nem tem uma razão óbvia de não o ser, mas sou mulher, e as mulheres são mesmo assim. Ultimamente, descobri que alguns homens também o são, é engraçado sentir que afinal ainda há espécies do sexo oposto que podem ser um milagre!
Sabem o que me apetecia ter feito a tarde toda? Estar na praia, como na bela tarde de sábado. Volto a frisar a minha ideia de que devia haver uma Quarta. Ninguém me dá ouvidos!!




A cadela da foto é de uma amiga minha. Está triste agora porque não pode sair de casa, tenho a confessar que ela me está a ajudar bastante a perder medo de cães. Já consigo estar no mesmo carro que ela, sem ter medo, com a ela a saltar para o meu colo (e é pesada e doida). É tão bom quando conseguimos ultrapassar os nossos medos. Melhoras para a Preta!!

domingo, 7 de novembro de 2010

É bom ouvir os outros e sentir que não estamos sozinhos, porque afinal, mesmo ali ao lado temos um retrato de nós próprias. Ir ao cinema e ver um filme desigando por alguns, "de raparigas" ,e perceber que todas sentimos as mesmas coisas, temos os mesmos medos, criamos os mesmos bichos na cabeça. No filme que fui ver, foram usadas várias frases que me fizeram pensar, sendo de destacar duas delas, porque me fizeram reforçar a ideia que a auto-descoberta de nós próprios é uma coisa óptima, e mais, que se aprende muito a estar sozinha, observar o mundo e ouvir os outros:
- Para chegar ao Castelo é preciso passar pelo fosso.
- As ruínas são uma fase para a transformação.
Não é nada que não saíbamos, não é nada de novo, mas, é sempre bom recordar, para assim, não esqueçer.

Outras coisas:
Os chineses vêm para cá e nós achamos isso óptimo...enfim. Se calhar sou eu que tenho uma visão da economia não das mais sábias, mas tornar o pais numa República da China é o ideal neste momento? Vale mais evitar as notícias mesmo, quem não vê é como quem não sente, e essa é uma bela anestesia.

Os fins de semana passam a correr, e daqui a 19m é segunda outra vez e daqui a aproximadamente 8h tenho de acordar. Faz falta haver uma Quarta e não uma quarta-feira. Aposto que muita gente concorda comigo neste aspecto.

Há pessoas que parecem ler a mente das outras, é assustador, sentes-te transparente quando achas que o melhor é representar e, alguém consegue ver além do que aparentas.

Por hoje, já escrevi babuseiras a mais. O domingo à noite é aquele momento crítico da semana, em que, temos de ganhar força e vontade para partir para mais cinco dias de trabalho e, como diz esta frase que gostei bastante:

Agora que já escrevi, vou ver uma série qualquer e dormir. É interessante como satisfeita uma necessidade nos conseguimos sentir aliviados e, respirar.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Adoro este vestido,


                                                                                        bem como, estes dois, esta série, ..., ... e sonhar.